5 dicas para baixar custos de uma obra.

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obra de reforma curitiba

Uma das bandeiras que levantamos na Tulli é: “Projeto tem que virar obra construída”. Para manter o foco em tirá-lo do papel. Se o projeto não for exequível financeiramente, ele não serve para nada. 

Recentemente, entregamos um projeto de interiores para reforma de um apartamento. Nele o orçamento disponibilizado desviava um pouco do que costuma ficar o m² de nossos projetos. Assim surgiu uma oportunidade: usamos essa limitação para estimular a criatividade.

Como a parte técnica estava bem desenvolvida (detalhamento e 3D), planilhamos o projeto num escopo quantitativo, com valor unitário de material e mão de obra. Ao final dessa planilha, aparece o valor total e preciso da reforma. Somente com esse estudo, é possível ter uma noção exata da completa execução. 

A cliente já havia aprovado o projeto, contudo o valor que ele necessitava era quase que o dobro da expectativa.

Enumeramos alguns itens para reduzir os custos segundo alguns critérios, onde são:

  1. Grau de importância;
  2. Grau de relevância (o quanto que ele impacta no orçamento);
  3. Grau de retrabalho (o quanto seria necessário refazer o projeto sem perder as características iniciais).

▪️ Revestimentos

Começamos fazendo alterações nos revestimentos. Fizemos uma pesquisa em vários home centers por algum material, estética e funcionalmente parecido com o definido de início. Por fim, encontramos um piso de outra marca com as mesmas características, mas um pouco mais barato em seu valor unitário.

Cogitamos alterar também um azulejo de parede que faria o frontão ou backsplash (espaço da bancada até o móvel aéreo), contudo, como seria pouca quantidade, faria sentido manter um revestimento mais chamativo naquele espaço. Dessa forma, não alterando itens que encantaram a cliente.

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APARTAMENTO AF

▪️ Iluminação

Dando seguimento, analisamos a iluminação. Como nós havíamos incluído várias luminárias modernas, infelizmente, por serem novidade, tinham um valor mais alto. Analisamos o projeto para substituí-las por materiais mais padronizados, de uso comum e com o custo mais baixo. Literalmente, passamos a iluminação desse projeto de R$15 mil para R$ 3 mil.

▪️ Pedras

Partimos então para a revisitação das pedras. Nesse caso, tínhamos especificado todas as bancadas de cozinha e banheiro num quartzo branco, que é um pouco mais caro.  Então, o primeiro passo foi alterar o material para um granito branco Siena. Material que é mais barato no Brasil e abre outras possibilidades com sua textura e “manchinhas” naturais.

Alterando o material em si, já houve uma boa redução no orçamento e depois retiramos alguns componentes. No projeto havia duas cubas esculpidas em cada um dos banheiros. Excluímos uma delas e mantivemos a outra, pois a cliente gostava muito da ideia de cuba esculpida. Então, só fizemos a substituição da primeira por um modelo de sobrepor.

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APARTAMENTO ATLANTIS

▪️ Marcenaria

Este item que fizemos modificação é o principal em relação a custos, não apenas por impactar no orçamento, mas também na quantidade de retrabalho e mudanças que o projeto vai precisar.

Começamos mudando as ferragens e puxadores. As ferragens eram aquelas corrediças, das quais foram retirados os amortecedores das gavetas, deixando apenas na porta. É uma mudança de funcionalidade, que não impacta na estética, mas também reduz bastante o orçamento. A cliente aprovou as alterações. Também fizemos a troca de puxadores por modelos mais simples.

No hall de entrada do apartamento, por exemplo, havia um painel contornando a parede e integrando os ambientes. Mantivemos quase tudo e retiramos apenas esse painel e substituímos por tinta.

design de interiores
APARTAMENTO MORADA

Uma pintura que combinaria com o apartamento, bem alegre. Nesse caso foi escolhido um amarelo, num tom parecido com a madeira, mas que não aparenta ser uma coisa colocada propositalmente para cortar custos. Na entrada do quarto, havia outro painel na parede e no teto, fazendo esse papel de hall também.

 Ali excluímos esse painel e substituímos por uma pintura branca para combinar com as demais paredes do cômodo.

▪️ Louças e Metais

Por fim, o 5º recurso a ser alterado, caso essas mudanças não fossem suficientes, seriam as louças e metais. Como já estava especificado de início louças e metais com um bom custo benefício, não havia muito o que fazer em relação a isso, a não ser que mudássemos realmente o conceito do projeto.

Conversamos com a cliente para ver a possibilidade de manter as louças e metais que ela já possui. E aí, num segundo momento, depois da obra concluída, quando ela conseguisse se capitalizar novamente, faríamos apenas a substituição dessas peças, que não envolvem nada de obra ou trabalho significativo. É uma coisa simples que poderia ser feita posteriormente.

Tudo isso só foi possível graças ao Estudo de Viabilidade Financeira, planilha que desenvolvemos antes de começar a obra. Sem ela, correria o risco de acontecer como outros casos no Brasil afora, onde, chegando na metade do projeto, acaba-se o investimento, porque foi feito um orçamento mais superficial e não algo profundo e detalhado.

A partir disso, conseguimos mudar o projeto, baixando significativamente seu valor de execução. Após visitar alguns itens, mantendo o conceito original, foi possível viabilizá-lo, o que é o mais importante.

Então, do que adianta ter um projeto bonito se ele não for exequível financeiramente? A obra tem que ficar construída e compatível com a realidade do cliente, mas isso não significa perder a qualidade, não é mesmo? 

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